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L’étranger – Charles Baudelaire | Francês com poemas

L’étranger – Charles Baudelaire | Francês com poemas

“L’étranger” de Charles Baudelaire foi o poema escolhido para hoje. Je te demande: Es-tu prêts?

Essa série de poemas é nada mais, nada menos do que um poema francês lido por mim, Elisa, e explicado cada verso, 100% em francês, mas de forma simples. Os poemas poderão ser longos ou curtos, felizes ou tristes, conhecidos ou desconhecidos, contudo, independente de como sejam, todos serão franceses e/ou francófonos.

E você que me acompanha pelo Podcast (Fale francês avec Elisa) ou pelo blog, poderá acompanhar esse projeto que carinhosamente criei para que a cultura francesa e francófona seja ainda mais divulgada. Assim como a leitura do Le Petit Prince e Oscar et la Dame Rose será disponibilizada pelo podcast e a leitura pelo blog, o mesmo acontecerá com os poemas que selecionarei para ler.

série de poèmes

Es-tu prêts?

A minha intenção é que você, além de treinar sua audição e leitura de maneira prazerosa, possa conhecer mais sobre a literatura francesa e francófona, afinal, com mais de 50 países falando a língua francesa como primeira língua, é inimaginável que alguém possa conhecer todo o vasto conteúdo que o francês tem para nos proporcionar.

Assim dito, hoje, o primeiro poema desse querido projeto será o “L’étranger” de Charles Baudelaire.

 

Charles Baudelaire

Charles-Pierre Baudelaire, conhecido apenas como Charles Baudelaire, nasceu na cidade da luz (Paris) em 1821. Baudelaire, além de poeta boémio, também foi dandy, flâneur e teórico da arte francesa. Considerado como um dos precursores do simbolismo, Baudelaire também foi reconhecido internacionalmente como o fundador da tradição moderna em poesia. 

Quando jovem, estudou no  Colégio Real de Lyon e Lycée Louis-le-Grand – este último até ser expulso por não querer mostrar um bilhete que lhe fora passado por um colega. Foi enviado, então, em 1840, à Índia por ordem de seu padrasto – afinal, ele estava preocupado com a vida desregrada do jovem. Contudo, Baudelaire nunca chegou ao destino final. Parou na Ilha da Reunião e retornou a Paris. 

Ao atingir a maioridade, ganhou dinheiro a herança do pai: começa a viver no álcool e nas drogas. Até que em 1844, sua mãe o acusa de ser um prodígio, logo seria necessário que alguém cuidasse de seus patrimônios e dinheiro.

Les fleurs du mal

Já em 1857, o seu livro de poemas As flores do mal é lançado. Contendo 100 poemas, 6 são condenados pela justiça por ultrajar a moral pública. Na época, tanto Baudelaire quanto a editora precisam pagar uma multa pelo livro, além de ter tido todos os exemplares apreendidos.

Apesar da situação infeliz, o poeta tenta entrar na Acadêmia Francesa. A morte ocorre em 1867, prematuramente, por conta de sífilis. Infelizmente, Baudelaire morreu sem nunca saber sobre a sua gigantesca fama.

Muitos o consideram como o pai da poesia moderna, além de sua obra teórica ter influenciado profundamente as artes plásticas do século XIX.

Antes de ler o poema que disponibilizarei, peço que escute o áudio que colocarei aqui. Escutem uma, duas, três vezes ser for possível antes de partirem para a leitura. Tentem compreender o que é dito e, após partirem para a leitura, tentem compreender o significado por trás das palavras de Charles Baudelaire.

L’Etranger

Charles Baudelaire

— Qui aimes-tu le mieux, homme énigmatique, dis ? ton père, ta mère, ta sœur ou ton frère ?
— Je n’ai ni père, ni mère, ni sœur, ni frère.
— Tes amis ?
— Vous vous servez là d’une parole dont le sens m’est resté jusqu’à ce jour inconnu.
— Ta patrie ?
— J’ignore sous quelle latitude elle est située.
— La beauté ?
— Je l’aimerais volontiers, déesse et immortelle.
— L’or ?
— Je le hais comme vous haïssez Dieu.
— Eh ! qu’aimes-tu donc, extraordinaire étranger ?
— J’aime les nuages… les nuages qui passent… là-bas… là-bas… les merveilleux nuages !

Charles Baudelaire, Petits poèmes en prose, 1869

série de poèmes

Agora, me diga: o que achou desse projeto? Diferente dos demais poemas que já li, esse é um poema em prosa. Você gostou desse poema? Me conte aqui nos comentários!

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À la prochaine,

Elisa.

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